ESCRITO ORIGINALMENTE EM 22/05/2013, 11:56:00 (Essa história ocorre no período dos textos sobre o Reino Anão Leste e a Ruína de Thúrin. A história se trata da construção da Segunda Dungeon, o templo dos lobisomens, aonde os jogadores lutaram contra o Lich e conseguiram uma das chaves do Caixão)
Os Anões construíram um grande Reino no Leste, e isso trouxe muita alegria não só aos anões como a todas as raças que muito se beneficiaram com esse novo comercio que se abriu na floresta. Nesse tempo, o inicio do império Dranoriano, os reis tolos ainda não haviam ascendido ao trono e os tempos eram belos, e Dranor guardou as terras de muitos males.
Mas algo inquietou os habitantes da floresta, uma enorme construção que se iniciou nos Picos Sombrios, que eram três grandes montanhas que se sobressaiam no limite norte das Ered Lammoth, nas regiões altas de Menegroth, a grande floresta.
Foi proibida a passagem para qualquer um que quisesse se aproximar das montanhas, e muitos anões e Dranorianos se movimentavam naquela região. E boatos diziam que um templo sagrado estava sendo construído, com o objetivo de guardar uma arma dos deuses.
De fato seria uma cidade sagrada, e lá guardariam um artefato de Grande Poder, mas Dranor escondia esses fatos a todo custo, e apenas os Sacerdotes Dranorianos e Mestres Anões poderiam entrar naqueles salões. Pois ele foi construído por ordem de Minas Ithil, a cidade dos Altos Lobisomens.
Alguns anos depois do inicio do governo de Minas Ithil, a deusa visitou Kira e seus filhos se apresentando na forma de uma bela Shadar-Kai. E lhes aconselhou e falou sobre os Mãos de Prata, e como se deu o fim de seu Pai, Exar Kun.
- Minha maldição recaiu sobre aquele clã – disse a deusa-, e sobre seu pai também. Pois muito me decepcionei com sua traição, e com traição ele foi recompensado. Pois seus irmãos gêmeos unidos aos mestres do Clã, traíram Exar Kun e atentaram contra sua vida. Ele fugiu e se perdeu na escuridão, seguiu um caminho e uma sina terrível, pois retornou ao lugar aonde eu o treinei.
- Há anos entreguei a Exar Kun e seus guerreiros a chave para minha mais bela e terrível criação, O Caixão das Almas. Lá, Exar Kun e seus homens foram forçados pela dor a crescer em suas habilidades e ao mesmo tempo o Caixão lhes abasteceu de uma magia fúnebre que só ele pode conceder. Um poder que vem da vitalidade das almas que morrem ou caem na insanidade das terras do caixão, e com essa chave eles poderiam lançar lá seus piores inimigos, e também se alimentar do poder. Eu planejava construir um exercito muito poderoso, mas agora percebi que os acidentes são a maior diversão para os deuses.
- Então vou lhes entregar essa chave, e a vocês eu dou o poder de retirar aqueles que apodrecem no Caixão e usar seu poder para ferir os Mãos de Prata. E assim como eles, vocês saberão sobre quem entra e quem sai daquele lugar, como também lhes darei o ensinamento de como materializarem seus espíritos ali, para vigiarem os caminhos daqueles que não caem na morte ou loucura.
E dizendo isso, a deusa colocou nas mãos de Fëanor, o mais velho dos Reis Lobisomens, um cristal transparente e entalhado, com uma caveira espectral, que se enrolava e insinuava em torno do cristal como uma serpente. E no momento que Fëanor o tocou, um poder saiu do cristal e adentrou em seus olhos e no de seus irmãos, e eles receberam toda a sabedoria que a deusa dissera.
Mas Fëanor, com tom de reprovação, encarou a deusa em forma mortal e disse:
-Então é assim que vê a morte de homens de meu povo, como uma fonte de diversão para seus olhos. E com esse presente só busca aumentar o conflito entre nós e a prole de nossos irmãos, que enredados em seus planos se perderam na escuridão e foram amaldiçoados por consequência dos males que você causou aos homens de meu pai e a ele mesmo.
-Não aceitamos seu presente, deusa, pois ao menos agora vamos fugir de sua sede insaciável pela sina e pela morte. E nos negamos a usar um mundo de horror como foi este que tu criast, e depois que despejou essa sabedoria em nossas mentes sem que fosse convidada, eu vi o quão maldito é aquele lugar. Padroeira de nossas terras você é, e nunca negaremos sua influencia para nossa riqueza e prosperidade, e por isso continuaremos a servi-la, mas não ajudaremos a continuar esse fratricídio que por falta de escolha somos obrigados a lutar.
Mas a deusa riu das palavras de Fëanor, pois sabia de seu amor por seu povo, e que no futuro seriam obrigados a usar do poder do caixão para guardar a suas terras. E disse a deusa:
-Suas palavras, jovem Rei, chegam a mim como as de uma criança que não entende o porquê de seus pais os colocarem na tutela de professores e mestres. Não sabem que para o futuro o conhecimento sobre as coisas do mundo em que vivem será crucial para sua sobrevivência. O que dei a vocês foi o ultimo poder que tinha sobre o caixão, que por motivo que desconheço se desligou de minha vontade. E agora seu pai habita na escuridão do caixão, e guerra ele trará no futuro, por uma vingança alimentada pelas magias odiosas do caixão, que mudam a mente e a confundem.
-Com isso vocês poderão vigiar seus passos, e se preparar para uma necessidade. Pois não creio que o caixão prendera para sempre as forças que foram jogadas lá, pelos Mãos de Prata, e pelos Magos Sombrios, que eu manipulei para me auxiliarem na criação do caixão. E também a força dos mãos de Prata em breve irão se impor contra as suas, pois muito poder eles tomam de minha criação, e isso vocês não tem, e sua única vantagem é o dom que eu lhes dei, mas essa, se não aperfeiçoada, ira sucumbir perante os homens do Clã de seus Irmãos.
-Mas uma sabedoria a mais eu dei a vocês, algo que só tinha dado a Exar Kun. Independente desse cristal, vocês podem materializar seus espíritos no caixão, e de lá retirar forças. E seus irmãos dependem do cristal que eles têm para isso, e dele nunca podem se distanciar. Então, sugiro que escondam essa chave que lhes dei, já que estão indispostos a retirar alguém do caixão.
A deusa desapareceu depois de dizer essas palavras e Fëanor ponderou sobre elas, e viu que se o que a deusa relevou fosse verdade, realmente era necessário o uso do poder que ela deu a eles. Mas a chave para o Caixão seria escondida, pois ninguém seria retirado de lá. Poderosos de mais saiam às pessoas daquele mundo, e sua mente estava transtornada pelos poderes negros do caixão.
Então, se aconselharam com o Rei Dranor III, um rei bondoso e sábio dos Dranorianos, e muito fiel e amigo dos Lobisomens. Ele falou com sábias palavras, dizendo que era bom que um Templo fosse construído e sobre a segurança dos deuses dranorianos ele fosse guarnecido.
Disse que o antigo povo do primeiro Rei Dranor se uniu aos semideuses, e a eles poderiam pedir auxilio, mas para isso um Templo Sagrado deveria ser construído. E lá, apenas sacerdotes e lideres como ele e os cinco Reis Lobisomens, pudessem entrar, e assim, convocar a proteção de seus ancestrais para aqueles salões. Pois homens de Dranor, em sua maioria, reverenciam seus ancestrais, e acreditam que eles caminham entre os deuses, e são senhores de salões no Mar Astral.
Não se sabe se essas palavras são verdadeiras, mas não se pode negar o destino divino dos ancestrais Dranorianos, e que esses com poder auxiliam Dranor, às vezes mais que outros deuses adorados nos reinos humanos.
E assim, com auxilio dos Anões do novo reino do Leste, Minas Ithil e o Reino de Dranor III deram inicio a uma das maiores e mais belas obras do continente. Um templo tão grande e belo que suplantava os Salões de Thúrin, que em troca de seu trabalho, pediu total independência, inclusive dos impostos, de Dranor. Mas os Anões se apaixonaram tanto por aquela obra que depois que terminaram pediram aos homens que permitissem que eles visitassem os salões, para mais uma vez deslumbrarem a glória daquele templo.
Mas era negada a entrada a qualquer outro que não fosse à família do próprio Rei Dranor III e dos cinco Senhores da Lua, e aqueles que eles permitissem a entrada. E para lá foram enviados muitos sacerdotes Dranorianos e naqueles salões os ancestrais Dranorianos foram adorados, e como foi previsto pelo Rei, eles enviaram uma poderosa força para guardar o Templo. E a chave para o Caixão foi colocada em uma torre, no pico mais alto das três montanhas, e apenas uma escada escondida no templo levava até lá, guardada pelos segredos dos anões.
E uma poderosa patrulha guardava o Templo. E eles continuaram cheios de sacerdotes e visitantes anões e do povo de Minas Ithil por muitos anos. Mas assim como a glória do Reino Anão Leste acabou suas portas foram lacradas pelos Dranorianos, temendo que algum mal daquele tempo alcançasse os salões sagrados.
Pois os reinos do Leste foram assolados por uma praga liberada pela imprudência de Thúrin, rei supremo daqueles anões. E grande ruína veio sobre aquele povo.
Mas Fëanor, com tom de reprovação, encarou a deusa em forma mortal e disse:
-Então é assim que vê a morte de homens de meu povo, como uma fonte de diversão para seus olhos. E com esse presente só busca aumentar o conflito entre nós e a prole de nossos irmãos, que enredados em seus planos se perderam na escuridão e foram amaldiçoados por consequência dos males que você causou aos homens de meu pai e a ele mesmo.
-Não aceitamos seu presente, deusa, pois ao menos agora vamos fugir de sua sede insaciável pela sina e pela morte. E nos negamos a usar um mundo de horror como foi este que tu criast, e depois que despejou essa sabedoria em nossas mentes sem que fosse convidada, eu vi o quão maldito é aquele lugar. Padroeira de nossas terras você é, e nunca negaremos sua influencia para nossa riqueza e prosperidade, e por isso continuaremos a servi-la, mas não ajudaremos a continuar esse fratricídio que por falta de escolha somos obrigados a lutar.
Mas a deusa riu das palavras de Fëanor, pois sabia de seu amor por seu povo, e que no futuro seriam obrigados a usar do poder do caixão para guardar a suas terras. E disse a deusa:
-Suas palavras, jovem Rei, chegam a mim como as de uma criança que não entende o porquê de seus pais os colocarem na tutela de professores e mestres. Não sabem que para o futuro o conhecimento sobre as coisas do mundo em que vivem será crucial para sua sobrevivência. O que dei a vocês foi o ultimo poder que tinha sobre o caixão, que por motivo que desconheço se desligou de minha vontade. E agora seu pai habita na escuridão do caixão, e guerra ele trará no futuro, por uma vingança alimentada pelas magias odiosas do caixão, que mudam a mente e a confundem.
-Com isso vocês poderão vigiar seus passos, e se preparar para uma necessidade. Pois não creio que o caixão prendera para sempre as forças que foram jogadas lá, pelos Mãos de Prata, e pelos Magos Sombrios, que eu manipulei para me auxiliarem na criação do caixão. E também a força dos mãos de Prata em breve irão se impor contra as suas, pois muito poder eles tomam de minha criação, e isso vocês não tem, e sua única vantagem é o dom que eu lhes dei, mas essa, se não aperfeiçoada, ira sucumbir perante os homens do Clã de seus Irmãos.
-Mas uma sabedoria a mais eu dei a vocês, algo que só tinha dado a Exar Kun. Independente desse cristal, vocês podem materializar seus espíritos no caixão, e de lá retirar forças. E seus irmãos dependem do cristal que eles têm para isso, e dele nunca podem se distanciar. Então, sugiro que escondam essa chave que lhes dei, já que estão indispostos a retirar alguém do caixão.
A deusa desapareceu depois de dizer essas palavras e Fëanor ponderou sobre elas, e viu que se o que a deusa relevou fosse verdade, realmente era necessário o uso do poder que ela deu a eles. Mas a chave para o Caixão seria escondida, pois ninguém seria retirado de lá. Poderosos de mais saiam às pessoas daquele mundo, e sua mente estava transtornada pelos poderes negros do caixão.
Então, se aconselharam com o Rei Dranor III, um rei bondoso e sábio dos Dranorianos, e muito fiel e amigo dos Lobisomens. Ele falou com sábias palavras, dizendo que era bom que um Templo fosse construído e sobre a segurança dos deuses dranorianos ele fosse guarnecido.
Disse que o antigo povo do primeiro Rei Dranor se uniu aos semideuses, e a eles poderiam pedir auxilio, mas para isso um Templo Sagrado deveria ser construído. E lá, apenas sacerdotes e lideres como ele e os cinco Reis Lobisomens, pudessem entrar, e assim, convocar a proteção de seus ancestrais para aqueles salões. Pois homens de Dranor, em sua maioria, reverenciam seus ancestrais, e acreditam que eles caminham entre os deuses, e são senhores de salões no Mar Astral.
Não se sabe se essas palavras são verdadeiras, mas não se pode negar o destino divino dos ancestrais Dranorianos, e que esses com poder auxiliam Dranor, às vezes mais que outros deuses adorados nos reinos humanos.
E assim, com auxilio dos Anões do novo reino do Leste, Minas Ithil e o Reino de Dranor III deram inicio a uma das maiores e mais belas obras do continente. Um templo tão grande e belo que suplantava os Salões de Thúrin, que em troca de seu trabalho, pediu total independência, inclusive dos impostos, de Dranor. Mas os Anões se apaixonaram tanto por aquela obra que depois que terminaram pediram aos homens que permitissem que eles visitassem os salões, para mais uma vez deslumbrarem a glória daquele templo.
Mas era negada a entrada a qualquer outro que não fosse à família do próprio Rei Dranor III e dos cinco Senhores da Lua, e aqueles que eles permitissem a entrada. E para lá foram enviados muitos sacerdotes Dranorianos e naqueles salões os ancestrais Dranorianos foram adorados, e como foi previsto pelo Rei, eles enviaram uma poderosa força para guardar o Templo. E a chave para o Caixão foi colocada em uma torre, no pico mais alto das três montanhas, e apenas uma escada escondida no templo levava até lá, guardada pelos segredos dos anões.
E uma poderosa patrulha guardava o Templo. E eles continuaram cheios de sacerdotes e visitantes anões e do povo de Minas Ithil por muitos anos. Mas assim como a glória do Reino Anão Leste acabou suas portas foram lacradas pelos Dranorianos, temendo que algum mal daquele tempo alcançasse os salões sagrados.
Pois os reinos do Leste foram assolados por uma praga liberada pela imprudência de Thúrin, rei supremo daqueles anões. E grande ruína veio sobre aquele povo.
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