Assim como os Homens de Dranor são fortes, suas mulheres são belas. As damas Dranorianas se comparam as Senhoras Eladrins, em coragem e beleza. Seus espíritos são de um fogo violento, e compartilham a habilidade com armas dos Homens. Altas, de personalidade forte e de uma beleza divina. Artesãs, guerreiras e mães cuidadosas, sem dúvida elas superam de longe outras mulheres de outras raças.
Mas elas evitam olhar para o mundo fora de Dranor, e seu amor está ligado as suas cidades, e julgam não haver outros homens para elas fora de suas terras. Existem poucas histórias entre a união de homens de fora, seja qual for à raça, com mulheres Dranorianas. O que para os homens dranorianos é o inverso, pois muitos se apaixonam pelas senhoras de outras raças, muitas dessas, feéricas.
Mas em uma cidade de Dranor, que vinha da linhagem de uma das doze famílias, uma donzela se apaixonou por um errante da Floresta. Eles tiveram um belo romance, e dessa união nasceu uma bela menina, com a força e personalidade dos Dranorianos, mas com olhos feéricos e sonhadores como os Altos Elfos.
Mas uma tragédia atingiu a cidade, quando um clã de Feiticeiros e Bruxos vindos das beiradas das Montanhas Gorgoroth, golpearam a cidade comandando um exercito de mortos vivos, vampiros e lobisomens insanos. E a criança presenciou a morte de seus pais, e viu seus amigos e conhecidos serem raptados para rituais malignos, e no futuro serem usados e molestados como servos pelos imundos Bruxos.
Os reforços demoraram a chegar, e encontraram a cidade destruída e pilhada. Os moradores foram mortos ou levados, e apenas uma criança encontrou lá, chorando escondida em um guarda roupa. E como era de costume nas terras de Dranor, os órfãos eram levados para fortes militares, eles eram treinados e bem tratados a maneira de Dranor.
A menina cresceu sobre a supervisão dos mestres Dranorianos, e se destacou entre os aspirantes. Era conhecida como Kira, dos StormBorns, era bela e forte. Muito respeito ela adquiriu entre os guerreiros de Dranor.
Fora enviada em missões de Patrulha nas florestas, áreas que Dranor começou a conquistar. Caçava orcs e outros seres nas colinas em Menegroth, a grande floresta no centro do continente. E seus mestres a ensinava como se virar na mata, e lutar. Mas assim que atingiu a maioridade, se desvinculou do exercito, pois se apaixonou pela arte da Patrulha, e guiou homens em missões de exploração e reconhecimento.
Na maior parte do tempo viveu nas florestas, junto aos elfos e eladrins, e com eles aprendeu muito, e os seus Líderes em Dranor faziam questão de chamá-la para as missões mais importantes. Mas Kira tinha algo em seu coração e jamais esqueceu o desejo de vingança contra aquele clã de Bruxos, que outrora tirou tudo que ela tinha.
Esperou com paciência o momento em que as equipes de Dranor descobrissem o paradeiro daqueles bruxos, pois vingança era algo vivo nos corações dos Dranorianos, e assim como Kira, toda Dranor buscava por eles, pois eram inimigos declarados e deviam ser destruídos.
E um dia, Kira recebeu uma mensagem de seu general, dizendo que encontraram a sede dos Bruxos, que se intitulavam Senhores das Sombras. E uma tropa estava se movendo para floresta, pois eles se esconderam em uma toca a Leste próximo as fronteiras das planícies do Monte Dork.
Naquele tempo, Kira comandava um grande grupo de Patrulheiros na floresta, formado por homens e mulheres de Dranor e feéricos, na maioria. Ela os liderava e lutava contra as forças dos Magos Sombrios que tentavam se infiltrar na floresta. Eram os últimos anos da Segunda Guerra contra os Magos de Morcul, e os Senhores das Sombras eram comandados por eles.
Ao receber a noticia, Kira levou seus homens para se unir à tropa enviada por Dranor, e os alcançou quando a batalha já tinha começado. E por dois dias lutaram, até que conseguiram invadir a base inimiga que ficava em túneis e cavernas. E todos os bruxos e suas bestas foram mortos sem misericórdia, e a vingança de Kira e dos Dranorianos foi ali saciada.
Depois disso Kira pediu a seus senhores sua liberação, para que pudesse liderar com mais liberdade seus homens, e deu sua palavra que continuaria a auxiliar Dranor na patrulha da zona norte da Floresta. E os senhores Dranorianos a aliviaram de seus deveres com o Estado, e assim ela seguiu com seu Clã, e mais de duzentos homens e mulheres a seguiam. Ela era uma líder nata, e sua voz influenciava as mentes.
E ao final da guerra dos cem anos, perseguindo uma tropa inimiga que ia em direção as Ered Gorgoroth, ela se deparou com um grupo de guerreiros que vinham de Morcul, eram vinte e um homens e mulheres, e seu líder era alto e poderoso. E estes eram Exar Khun e seus homens, que vinham das Terras de Morcul, os futuros e escuros lideres dos Mãos de Prata.
Nenhum comentário:
Postar um comentário